sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cruzamento

Cruzo a cidade
em constante construção
(ela e eu).

Cruzo a cidade,
revirada
remodelada
(Atenção: homens trabalhando)

Cruzo a cidade presépio
A cidade túmulo
A cidade sirenes
A cidade jardins
A cidade encruzilhadas
De estranhos cidadãos
A cidade sol com o céu sempre azul.


Cruzo a cidade sem fôlego:
Preciso de ar
Preciso de afago
Preciso transformar esse minério que respiro
Em Carlos Drumond de Andrade.

Um comentário:

GAZUL disse...

Seu desejo foi concedido já na intenção do texto!