e todas as suas cores
numa beira de maré
vazante e outonal
um peixe prateia o ar
por um segundo.
círculos concêntricos
se quebram nas margens.
sobre o que me toca e sobre o que eu toco.

| Tenho esperança Mas também tenho que ter confiança Esperança de um mundo melhor Mas não sei? Ele fica cada vez pior! É só acreditar Que um dia ele vai mudar e melhorar Tudo limpo vai ficar. Rios, florestas e até o mar!!! E as pessoas poderão se banhar Sem nada para reclamar. É só acreditar que o mundo vai mudar Ninguém fome vai passar Pois as lavouras vão aumentar! Todos amigos vão ficar! Mendigos não vão existir Os empregos vão evoluir Mais famílias vão surgir. Muitas pessoas dizem que eu não faço nada direito Mas, pelo menos, por elas tenho respeito E pela minha família, muito amor no peito. Para viver vou ter que lutar E muito trabalhar Mas para meus filhos isso vou ensinar Para no futuro o mundo melhorar!!! (poema feito pelo meu filho, João Victor, em 2001, aos 10 anos de idade. Eu também tenho esperança, filho. Te amo!) |


Quero conferir a exposição do Marcelo Gandini na Homero Massena. Gandini tem um trabalho muito consistente e essa nova exposição promete. Parece que ele está unindo suas duas faces numa só. A abertura será dia 28, às 20h. Dia 13 de maio, às 18h Gandini estará na galeria para um bate-papo com quem aparecer. A exposição pode ser vista das 10h às 18h, na galeria Homero Massena, Cidade Alta.Na exposição Projéteis, Gandini reflete e pretende nos fazer refletir sobre a banalização da violência na sociedade. 12 alvos de treinamento de tiro perfurados por disparos de arma de fogo, pequenas caixas de acrílico com projéteis deformados utilizados nos disparos e os nomes das vítimas fatais atingidas por eles são os convites para o espectador refletir sobre a violência.
O artista plástico Marcelo Gandini também é o sargento Gandini, da Polícia Militar. A violência é matéria prima do seu trabalho na polícia. Longe de se acomodar numa vida de sargento, Gandini mostra sua inquietação utilizando os mais variados e inusitados meios. Restos de papel fotográfico dispensados pelos laboratórios de revelação viram expressão pura nas mãos do cara. Um pequeno barco, a Grandepequenacatraia, na baia de Vitória recebe uma busina de navio, na Bienal do Mar. E agora, unindo seus dois trabalhos, os projéteis utilizados para tirar vidas nos levam a pensar sobre a preciosidade que é viver. Viver em paz, sem sermos alvos fáceis de loucas balas perdidas.














“Existir é ser percebido”
George Berkeley
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor, abre os meus caminhos. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração , no meu lar e no meu trabalho; vele por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitir paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém.
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
A vida é tão rara...
(Lenine e Dudu Falcão)