segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
por todos os corpos do seu corpo
(De Juliano Gauche, poeta, letrista e vocalista da banda Solana, que amadurece a cada letra)
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Horário de verão
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
hotel California
domingo, 4 de outubro de 2009
Las simples cosas
Mercedes morreu hoje. Sua voz marcou minha adolescência com duas canções: Gracias a la vida e Volver a los 17. Na primeira, um celebração da vida, na segunda, uma afirmação da possibilidade do amor. Na canção que ela canta nesse vídeo, Mercedes se despede das coisas simples que mais nos marcam. A canção é de Armando Tejada Gómez e César Isella - Canción de las simples cosas:
Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas, lo mismo que un árbol que en tiempo de otoño se queda sin hojas. Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas, esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón. Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amó la vida, y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas. Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso, que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo. Demórate aquí, en la luz mayor de este mediodía, donde encontrarás con el pan al sol la mesa tendida.
sábado, 3 de outubro de 2009
um segundo
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
manhã
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Bem no fundo
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
(de Paulo Leminski, um cachorro louco)
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Perfeitamente infeliz
"O homem perfeitamente infeliz tem saúde de ferro; check-up e estação de águas todos os anos; seus males físicos são apenas dois: dor de cabeça (não toma comprimido porque ataca o coração) e azia (não toma bicabornato porque vicia o organismo). O pai e o avô do homem infeliz morreram quase aos 90 anos _e ele o diz frequentemente. Banho frio por princípio, mesmo no inverno, e meia hora de ginástica diária. O homem perfeitamente infeliz (...) não deve nada a ninguém; toma notas minuciosas de todas as suas despesas; nunca pagou nada para os outros; não avaliza nota promissória nem para o próprio filho; tem manifesto orgulho disso tudo.(...)
A força de vontade do homem perfeitamente infeliz é tremenda: deixou de fumar há 11 anos, três meses, cinco dias. Se não deixou, poderá deixar a qualquer momento. (...) em família, porta-se com severidade, falta de graça e convencionalismo; cita provérbios edificantes e ditos históricos; sua glória é poder afirmar, diante de alguém em desgraça: 'Bem que eu te avisei!'."
De "A arte de ser infeliz", crônica de Paulo Mendes Campos
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Tom Zé e o funk carioca
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
América desnaturada
América do Sol
América do Sal
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Chove Chuva
sábado, 5 de setembro de 2009
Programação ruim?
Um austríaco de Salzburgo, que provavelmente morreu há seis meses, foi achado nesta sexta-feira, 4, no sofá de sua casa, diante de um televisor ligado. Segundo a agência de notícias APA, nesse período, nenhum vizinho sentiu a falta do homem, apesar da imensa pilha de correspondência que se acumulava em frente à porta do apartamento dele.
O corpo do austríaco só foi descoberto porque a administração do condomínio ligou para a polícia após estranhar o longo sumiço do morador. "Abrimos a porta do apartamento e encontramos o cadáver no sofá da sala, com a TV ainda funcionando. Parece que o homem morreu em março", disse Rudolf Feichtiger, da Polícia local. Junto ao sofá, foi achada a programação da TV para o dia 12 de março, o que levou as autoridades a deduzirem que o homem, já aposentado, morreu nesse dia.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Passeando na Rota do Lagarto
A Rota do Lagarto é um caminho que segue às margens da Pedra Azul, em Domingos Martins. A gravação foi feita em 29 de agosto de 2009, quando voltei de Alegre via estrada de Vargem Alta na companhia luxuosa de Marlene, Clair e Sidney. Editei o vídeo agora, ao encontrar essa música de Téo e Estrela Ruiz que é a cara do nosso passeio.
domingo, 23 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O bloquinho aéreo e a cabeça de vento!
Além das cartas, que voltei a escrever com freqüência, também estou escrevendo mais à mão. Minha agenda, na qual eu raramente anotava meus compromissos, virou minha memória de papel. Anoto tudo que tenho que fazer para não esquecer. Minha memória está cada dia pior. Tenho falhas de memória imperdoáveis. Para não perder totalmente a credibilidade, estou tomando o cuidado de anotar tudo. Também comprei um caderninho de anotações para as idéias dispersas, as sensações difusas e os lampejos de genialidade que se vão rapidamente. Mas isso ai acaba indo parar na agenda, pois a minha memória ainda não registrou a presença do tal caderninho em minha bolsa. É estranho não se lembrar das coisas. Às vezes, nem das pessoas. Já paguei alguns micos por isso. Eu, que sempre tive boa memória, principalmente visual, fico na maior saia justa quando alguém vem falar comigo na maior intimidade e eu não faço idéia de quem seja. Uma amiga me aconselhou a comer mais feijão, outra acha que tenho que tomar algum remédio. Fico pensando se existe mesmo uma pílula mágica que ative a memória e nos torne mais inteligentes e mais felizes. O cara que inventar isso vai ficar milionário!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
try to solve your puzzle
Essa frase me remete à idéia de destino, de "escrito nas estrelas". Acho que já acreditei nisso. E ainda acredito, vez em quando. Mas, cá pra nós, acho que o acaso é o grande destino de todos nós - a teoria do caos de cada um, no caos de cada dia. No grande puzzle da vida nossas peças estão e são embaralhadas com tantas outras, confundindo-se, formando figuras que logo se desfazem para se transformar em outra, e outra, e outra, infinitamente.
Como resolver nosso quebra-cabeças particular? Try, diz a frase. Ok, I try! A grande questão é o que formar com as peças desse jogo sem manual de instruções que é a vida. Nossa! Isso é tão Paulo Coelho!!!
terça-feira, 7 de julho de 2009
politicamente correto
sábado, 27 de junho de 2009
você sempre esteve lá
Nos jornais de hoje (capas do dia 26), vários depoimentos dizendo o que senti desde quando soube da notícia da morte de Michael Jackson: ele era como um membro da família. E era mesmo. Um ídolo pop da minha geração, acompanhei o crescimento dele enquanto eu também crescia. Todas as suas estranhas transformações, seus escândalos ridículos de astro pop, seu embranquecimento inexplicável não o tornaram um estranho. Acima de tudo isso tem Billy Jean, e uma enorme vontade de caminhar na lua como ele fazia.
sábado, 20 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
For all - David Byrne interpreta Asa Branca
segunda-feira, 15 de junho de 2009
dezenove
hoje era pra gente rir junto,
fazer votos para o futuro.
hoje era pra eu te abençoar,
dar um beijo na sua testa
e te olhar com orgulho.
hoje era pra eu dizer: juízo!
e era pra você sorrir, me abraçar,
e responder: tenho de sobra!
hoje não era pra gente ser triste.
hoje era pra gente estar juntos.
hoje era pra ter um amanhã.
quando virá o futuro?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Queimem os livros!
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Depois do que aconteceu com as Hqs e com o poema do Joca Terron eu pensei e considero que a literatura, concordo, deveria ser proibida, assim como a maconha.
teríamos, então literatura sendo traficada nos becos, que, convenhamos, é o lugar dela.
as pessoas se cutucariam quando vissem um roda de leitores na praça.
atravessariam a rua e abaixariam a cabeça.
escritores no bar seria motivo de blitz de charutos e ternos risca de giz.
concordo que a literatura deveria ser expurgada de todas as escolas.
onde é dissecada e emburrecida. perdida.
ignorada.
então os moleques cabulariam para ler.
cheirar as páginas, cheiro de livro.
para gozar no Cortiço e seus beijos suados.
xingar capitu de putinha dissimulada.
afinal o sexo no livro é muito mais sexo do que na novela.
no livro você volta e volta e re-lê e lê de novo.
vetem. proibam.
não foi assim que os quadrinhos ganharam força?
quando declarados proibidos e marginais?
vetem a literatura e quem sabe transtornamos tordorov e ela saia do perigo eminente de desaparecer.
Postado por Claudio Brites às 16:34
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Carta para Fernando

Vitória, 21 de setembro de 2008
Fernando,
Escrevo deitada em minha cama, sob o cobertor quente. A luz do abajur projeta uma sombra longa sobre o caderno e não enxergo muito bem o que escrevo. Eu poderia ir para o computador digitar essa carta, que você provavelmente nunca vai ler. Mas não faço isso: o aconchego da minha cama, do cobertor quente e da luz amarelada do abajur me alivia da dor que sinto desde que sai do cinema. Não falo de uma dor difusa na alma, mas de uma dor física objetiva, cabeça, tronco e membros, que a tensão provocada pelo seu filme me causou. O fato é que sai do cinema com uma dor na nuca que ainda persiste e incomoda. A dor causada pelo estado de constante tensão que o seu filme provocou em mim. Não aquela tensão do suspense, nem a da torcida pelo final feliz. É uma bem mais profunda, que se reflete fisicamente nos músculos e no estômago. É uma dor causada pelo desconforto, ou melhor, pelo desespero de ser humano e se reconhecer no espelho cristalino que você nos mostra no seu maravilhoso filme Ensaio sobre a Cegueira.
Antes de me refugiar aqui nessa cama quente vaguei várias vezes pela casa. Abri e fechei a geladeira e o armário da cozinha, não sei se procurando por algo que não estava lá ou se me certificando de que aqueles lugares ainda continham o meu alimento: um pedaço de queijo branco, uns filés de frango, cenouras, leite e pão.
Não li o livro do Saramago. Mas o pouco que já li dele foi o suficiente para reconhecer no seu filme o toque da mão do autor e os alicerces de sua construção literária. Suponho que a cidade despersonalizada, as pessoas sem passado e sem nomes e o conflito secular entre o bem e o mal são elementos do livro, criados pelo Saramago. Que bela dupla vocês me saíram! Quem somos nós nas situações limites que não apenas humanos? Não somos pátria, nem família, nem mesmo cidadãos. Somos apenas humanos. E nessa humanidade nos revelamos, para o bem ou para o mal.
E isso me espanta: como é que você consegue capturar assim a alma do escritor e a traduzir em uma escrita diversa, feita de luz, cor, cenários e rostos? E, mais intrigante ainda, como é que você consegue usar elementos tão simples, óbvios até, para compor uma escrita cinematográfica tão densa e precisa? Todas as suas escolhas no filme são basicamente óbvias: a luz branca e difusa, o esmaecimento das cores, a montagem linear, a cenografia do caos, o filme centrado na atuação dos seus atores. Tudo muito básico, quase primário em termo de linguagem. E, no entanto, você consegue juntar todos esses elementos de um jeito tão sensível, tão magistral, e fazer com eles uma obra prima, como um bom pintor misturando as cores na paleta e tirando delas, em pinceladas, um quadro único.
Agradeço a você e Saramago pelo Ensaio sobre a cegueira.
Com admiração,
Claudia
domingo, 17 de maio de 2009
uma saudade
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Oroborus
segunda-feira, 4 de maio de 2009
projéteis
Tv de Bolso na abertura da exposição Projéteis, de Marcelo Gandini, na Galeria Homero Massena.
A música do vídeo é emoções à vista, texto e locução de Eduardo Ferreira e trilha original de Capileh Charbel. Música nos créditos finais: Chaiyya Chaiyya, Dil Se e Sukhwinder Singh.
sábado, 2 de maio de 2009
a esperança
| Tenho esperança Mas também tenho que ter confiança Esperança de um mundo melhor Mas não sei? Ele fica cada vez pior! É só acreditar Que um dia ele vai mudar e melhorar Tudo limpo vai ficar. Rios, florestas e até o mar!!! E as pessoas poderão se banhar Sem nada para reclamar. É só acreditar que o mundo vai mudar Ninguém fome vai passar Pois as lavouras vão aumentar! Todos amigos vão ficar! Mendigos não vão existir Os empregos vão evoluir Mais famílias vão surgir. Muitas pessoas dizem que eu não faço nada direito Mas, pelo menos, por elas tenho respeito E pela minha família, muito amor no peito. Para viver vou ter que lutar E muito trabalhar Mas para meus filhos isso vou ensinar Para no futuro o mundo melhorar!!! (poema feito pelo meu filho, João Victor, em 2001, aos 10 anos de idade. Eu também tenho esperança, filho. Te amo!) |
sábado, 25 de abril de 2009
pinhole day

Amanhã é o dia mundial da fotografia pinhole. Essa foto ai fiz hoje, pegando carona na latinha do professor Jo Name, no Centro de Artes, durante a oficina oferecida por ele e pelo professor Fábio Goveia, em homenagem à data. No primeiro plano, minha Caloi Terra e ao fundo o pezinho de cacau do Cemuni IV.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
dos subterrâneos do sentir ao céu de cinzas pares
O sal, bem sei, vem das lágrimas dos rios e mares internos.
De palavra em palavra
vou tecendo meu oceano,
vou cantando meu sal
e renascendo das minhas cinzas.
(Poema de André Teixeira)
Projéteis

Quero conferir a exposição do Marcelo Gandini na Homero Massena. Gandini tem um trabalho muito consistente e essa nova exposição promete. Parece que ele está unindo suas duas faces numa só. A abertura será dia 28, às 20h. Dia 13 de maio, às 18h Gandini estará na galeria para um bate-papo com quem aparecer. A exposição pode ser vista das 10h às 18h, na galeria Homero Massena, Cidade Alta.Na exposição Projéteis, Gandini reflete e pretende nos fazer refletir sobre a banalização da violência na sociedade. 12 alvos de treinamento de tiro perfurados por disparos de arma de fogo, pequenas caixas de acrílico com projéteis deformados utilizados nos disparos e os nomes das vítimas fatais atingidas por eles são os convites para o espectador refletir sobre a violência.
O artista plástico Marcelo Gandini também é o sargento Gandini, da Polícia Militar. A violência é matéria prima do seu trabalho na polícia. Longe de se acomodar numa vida de sargento, Gandini mostra sua inquietação utilizando os mais variados e inusitados meios. Restos de papel fotográfico dispensados pelos laboratórios de revelação viram expressão pura nas mãos do cara. Um pequeno barco, a Grandepequenacatraia, na baia de Vitória recebe uma busina de navio, na Bienal do Mar. E agora, unindo seus dois trabalhos, os projéteis utilizados para tirar vidas nos levam a pensar sobre a preciosidade que é viver. Viver em paz, sem sermos alvos fáceis de loucas balas perdidas.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Arte para o dia a dia
A Exposição do Maes - "Andy Warhol - Arte e Práticas para o Dia a Dia" - deixa bem claro a diversidade dessas pesquisas de Andy Warhol: além das serigrafias já conhecidas de todos (e reproduzidas ad infinitum em todos os suportes possíveis), a exposição traz para Vitória trabalhos poucos conhecidos e difíceis de encontrar, tais como os filmes em 16mm e os retratos e auto retratos em polaroides (obras lindas). Num dos filmes, Empire State, ele gravou por 8 horas seguidas, registrando as nuances das mudanças da luz do dia até a noite, num trabalho que lembra o impressionista Monet e as suas telas da Catedral de Rouen. Também podemos ver os famosos "screen test" com amigos e o filme Kiss (1963). A exposição reproduz, também, um pouco do clima da Factory, seu famoso estúdio, escritório e moradia, na réplica da exposição "Nuvens de Prata", de 1966.
Para quem quiser se divertir interagindo, a exposição conta ainda com uma mini oficina de serigrafia (que a gente pode fazer na hora) e uma máquina de xerox que tem a função de recriar as cápsulas do tempo de Warhol (caixas onde ele guardava várias coisas cotidianas e lacrava). O problema da tal cápsula do tempo xerocada é que os visitantes são obrigados a deixar seus pertences guardados antes de entrar no Museu e ai resta muito pouco a se preservar na tal cápsula xerox. Aliás, ter que deixar as coisas guardadas foi um problema para mim na exposição: deixei meus óculos da bolsa no armário e não pude ler quase metade das plaquinhas de identificação da exposição.

Além do filme Kiss, onde intermináveis beijos projetados na parede do museu nos despertavam sensações, adorei ver a série de polaroides. Tanto os auto retratos quanto as fotos de famosos (coisa mais linda o Mick Jagger novinho!!!).
A curadoria de "Andy Warhol - Arte e Práticas para o Dia a Dia" é de Jéssica Gogan, do Museu Andy Warhol, em Pittsburgh, Pensilvânia, de onde vieram as obras. O curador brasileiro da exposição é Luiz Guilherme Vergara. A mostra fica até 2 de julho no Maes.

segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
véus das palavras
terça-feira, 14 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Memória Perdida
Vídeo de Felipe Pereira Barros que gosto muito. A foto abaixo tem tudo a ver com memória perdida.


















